O LADRÃO* -Da tapada grande da Mina de S.Domingos- . Ainda tenho bem presente Sempre que chovia a rodos A…

O LADRÃO*
-Da tapada grande da Mina de S.Domingos-

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Ainda tenho bem presente
Sempre que chovia a rodos
A cheia era um presente
Que nos alegrava a todos
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Chegava a vez do ladrão
Para evitar maiores danos
Corria, dando vazão
Às águas, todos os anos
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Prá moçada, era um pagode
Ver aquele turbilhão
Águas lançadas p’lo açude
Rumando ao Pomarão
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Mas com os anos passando
Escassearam as enchentes
As chuvas foram minguando
E as secas mais frequentes
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Voltei agora a rever
Imagens desse passado
Depois de muito chover
Esse quadro foi mudado
.
Hoje o ladrão já corre
Como há muito não corria
Quando uma chuvada ocorre
Causa em nós sempre alegria
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É um renovar das águas
Da *‘tapada’ que hoje é vida
Que a Mina, ontem, de mágoas
Hoje ex-líbris renascida
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É um marco dessa terra
Junto à raia castelhana
Com um história que encerra
A bravura alentejana
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‘’Alentejano e Poeta’’
Augusto Molarinho de Andrade
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09 de Fevereiro de 2021

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*LADRÃO: Escoadouro das águas da tapada
*TAPADA: Represa

Foto: NET


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