Na Revista Visão, Sílvia Souto Cunha escreve que "João Ferro Martins continua a usar o universo da música…

Na Revista Visão, Sílvia Souto Cunha escreve que "João Ferro Martins continua a usar o universo da música como câmara de eco e, nesta exposição, como um "cenário mudo" para a contemporaneidade. Pode dizer-se que o artista é um arqueólogo sentimental que nos faz contemplar tótemes analógicos, como discos de vinil, sintetizadores ou gira-discos. João Ferro Martins sublinha a carga efémera da música e o carácter de artefacto dos seus suportes, e faz um requiem por um mundo em desaparecimento. "Objectos em Eterno Colapso" está organizada sem fim nem começo abrindo-se à interpretação, aludindo aos tempos difíceis, agora vividos igualmente na produção sonora. O som, esse, está "misteriosamente ausente": a música apenas se imagina, ou ouvir-se-á depois numa edição limitada em vinil, com composições do artista (a lançar pelas Galerias Municipais de Lisboa)."

A exposição está aberta ao público até 24 de janeiro com entrada livre. Devido às restrições à circulação impostas pelo novo estado de emergência, o horário de fim-de-semana do Pavilhão Branco foi temporariamente alterado para as 10h-12h, ao sábado e domingo e durante a semana: terça-sexta das 11h às 13h e das 14h às 17h.

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The exhibition "Eternally Collapsing Objects" by João Ferro Martins has opened to the public at Galerias Municipais – Pavilhão Branco.

In this the Portuguese weekly Visão, Sílvia Souto Cunha notes that "João Ferro Martins continues to use the universe of music as an echo chamber and, in this exhibition, as a "mute scenario" for contemporaneity. The exhibition is the work of sentimental archaeologist who invites us to contemplate analogue totems, such as vinyl records, synthesizers or turntables. João Ferro Martins underlines the ephemerality of music and the artefact character of its supports, and thus created a requiem for a world in disappearance. […] Sound is "mysteriously absent" from "Eternally Collapsing Objects": music remains on the imaginary sphere, and can be listened to in forthcoming a limited edition vinyl featuring compositions by the artist (and to be released by the Municipal Galleries of Lisbon)".
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The exhibition is open to the public until 24 January 2021. Admission is free. Due to the curfew regulations imposed by the new state of emergency, the weekend schedule of the Pavilhão Branco has been temporarily changed to 10am-12am on Saturdays and Sundays. Tuesday- Friday are currently from 11am to 1pm and from 2pm to 5pm

Foto / Photo:
Vista da exposição / Installation view
"Objectos em Eterno Colapso / Eternally Collapsing Objects", 2020; Pavilhão Branco


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