Há 50 anos, neste dia, realizavam-se as cerimónias fúnebres de António de Oliveira Salazar. Como acontece para…

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Há 50 anos, neste dia, realizavam-se as cerimónias fúnebres de António de Oliveira Salazar. Como acontece para muitas efemérides, fomos ver o que o Presidente da República de então, Américo Tomás, escreveu na sua agenda (Arquivo MPR). Num registo sempre muito detalhado, descreve a sequência das homenagens, da missa no Mosteiro dos Jerónimos, à chegada ao cemitério do Vimieiro, terminando com um curioso e revelador apontamento: «Um dia muito comovente. Passei a noite bastante arrasado.» Lembremo-nos de que o almirante fora a escolha de Salazar para a Presidência da República, em 1958, e um fiel intérprete dos fundamentos do Estado Novo. Américo Tomás não sabia, mas faltavam apenas 4 anos para o fim do regime que sempre defendeu.


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