Foi em Calecut que morreu Pêro Vaz de Caminha. O escrivão morreu em combate a 15…

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Foi em Calecut que morreu Pêro Vaz de Caminha. O escrivão morreu em combate a 15 de Dezembro de 1500, defendendo a fortaleza a partir da qual os portugueses pretendiam fazer o comércio de especiarias, oito meses depois de ter escrito ao Rei D. Manuel I uma carta (que pode ler seguindo o link https://bit.ly/2YCu1d8) dando conta do achamento de uma nova terra (21 de Abril de 1500).

Pêro Vaz de Caminha era um dos 1.500 homens que iam na frota de Pedro Álvares Cabral, repartidos por 13 navios, e que levavam instruções do Rei para estabelecer relações económicas com o Samorim de Calecut, ou seja, tentar dominar o comércio de especiarias e pedras preciosas até então nas mãos dos comerciantes muçulmanos, que as faziam chegar à Europa por terra através da Rota da Seda.
Se o Samorim começou por aceitar as propostas dos Portugueses e até autorizou a construção de uma fortaleza, quem não viu com bons olhos o aparecimento de mais um concorrente foram os mercadores muçulmanos. Assim, com mais intriga menos intriga, as relações com o Samorim, que aliás estava predisposto a aceitar quem lhe proporcionasse mais proventos, foram-se degradando e entre a impaciência dos portugueses que queriam ver os seus barcos fornecidos de especiarias e os mexericos dos mercadores que de todas as formas tentavam salvar o domínio do comércio da zona, deram-se vários incidentes que acabaram no saque da feitoria portuguesa e na morte de dezenas de Portugueses incluindo Pêro Vaz de Caminha.

Para a explicação da Carta de Pêro Vaz de Caminha, siga o link https://bit.ly/35axNgg.

#padrãodosdescobrimentos #pêrovazdecaminha #lisboa

(📷Representação da cidade de Calecut em 1572, no Atlas 𝘊𝘪𝘷𝘪𝘵𝘢𝘵𝘦𝘴 𝘰𝘳𝘣𝘪𝘴 𝘵𝘦𝘳𝘳𝘢𝘳𝘶𝘮 da autoria de Georg Braun e Franz Hogenber. Repare-se nos diferentes tipos de embarcações junto à praia, sinal da diversidade de nacionalidades que ali comerciavam)


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