Atelier-Museu Júlio Pomar CONTEMPORÂNEO ………………… Todas as Sextas-Feiras partilhamos as sugestões de pessoas q…

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Atelier-Museu Júlio Pomar CONTEMPORÂNEO

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Todas as Sextas-Feiras partilhamos as sugestões de pessoas que ao longo dos anos foram colaborando com o Atelier-Museu Júlio Pomar.

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A arista Sara Bichão, que expôs no Atelier-Museu Júlio Pomar, no contexto da exposição CHAMA, comissariada por Sara Antónia Matos, sugere-nos a leitura de “Canto de Itzpapalotl”, de Herberto Helder, um dos poemas de “Poesia Mexicana do Ciclo Nauatle”, publicado no livro “O Bebedor Nocturno. Poemas mudados para português”:

CANTO DE ITZPAPALOTL

Ireis à região das piteiras selvagens,
para colher os cactos e as piteiras selvagens,
para erguer uma casa de piteiras selvagens.

Ireis à região onde é a raiz da luz,
para atirar os dardos:
águia amarela, tigre amarelo, serpente amarela,
coelho amarelo, veado amarelo.

Ireis à região onde é a raiz da morte,
para atirar os dardos:
águia azul, tigre azul, serpente azul,
coelho azul, veado azul.

Ireis à região das sementes húmidas,
para atirar os dardos sobre a terra florida:
águia branca, tigre branco, serpente branca,
coelho branco, veado branco.

Ireis à região dos espinheiros bravos,
para atirar os dardos sobre a terra violenta:
águia vermelha, tigre vermelho, serpente vermelha,
coelho vermelho, veado vermelho.

E depois de atirar os dardos e atingir os deuses,
o amarelo, o azul, o branco, o vermelho,
águia, tigre, serpente, coelho, veado —
colocai sob a sua proteção
os veladores do deus antigo — o deus do tempo

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