"Amália aconteceu-nos de forma diferenciada. Todos nós temos a nossa. Queiramos ou não, todos habitamos …

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"Amália aconteceu-nos de forma diferenciada. Todos nós temos a nossa.

Queiramos ou não, todos habitamos o seu coração indomável, aquele fado, aquele poema, aquele momento, entre a melancolia, o desencanto, a ternura ou a libertação. 'Tenho qualquer coisa em mim de Portugal, que as pessoas sentem', dizia ela.

Nela, estamos e estaremos todos. Mesmo aqueles que ainda não a descobriram por infelicidade, distração ou preconceito.

Devemos aos nossos filhos, às gerações que virão, uma Amália Rodrigues mais plural, onde todos nos possamos rever, onde todos possamos habitar o seu canto de todos os superlativos, os seus versos e a sua humanidade, do Abandono à Primavera, da Fria Claridade à Gaivota, com novas e velhas roupagens. Sem rasuras nem incenso. Mas conscientes, ainda e sempre, do privilégio que foi tê-la. E do privilégio que é ouvi-la. Por dentro de nós."

Palavras de Miguel Carvalho, autor da investigação jornalística que resultou na edição da Visão Biografia "Amália – A História Secreta", na comovente noite de lançamento no Museu do Fado. A revista está nas bancas e é de leitura absolutamente obrigatória.


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